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Curso de Grafotécnica em Bauru reúne participantes de toda a região
Sessão de Fotos Relacionada: Curso de Grafotécnica em Bauru reúne participantes da região

Cerca de 80 pessoas compareceram ao treinamento que abordou os principais aspectos dos documentos de identificação, além de capacitar os participantes a realizarem o curso de formação de agentes de registro.

Bauru (SP) - Neste sábado (14.08), a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) promoveu no Obeid Plaza Hotel, na cidade de Bauru, mais uma edição do Curso de Grafotécnica e Documentoscopia, ministrado pelo professor Luiz Gabriel Costa Passos e que contou com a participação de cerca de 80 pessoas da região.

Coube ao Diretor Regional de Bauru, Ademílson Luiz Mendes Novelli, realizar a abertura do treinamento, agradecendo a presença dos participantes e enaltecendo a importância deste curso para a capacitação dos Oficiais e seus prepostos. "Este treinamento é muito importante, pois recicla os conhecimentos que já temos e traz uma base teórica para aliarmos à prática do dia a dia que temos no balcão do cartório", disse o diretor, que inscreveu toda a sua equipe para o treinamento.

O evento de Bauru também foi prestigiado pelo Diretor Regional de Marília, Antônio Francisco Parra, que esteve presente com 16 funcionários de sua equipe. "Esta já é a terceira vez que assisto ao curso do Luiz Gabriel e ele está cada vez mais completo", afirmou. "Foram vários os exemplos que ele nos passou de documentos de outros estados, que devido à constante migração das pessoas são cada vez mais comuns de serem encontrados no balcão do cartório", explicou. "Com estes conhecimentos, podemos evitar fraudes e garantir ainda mais segurança ao cidadão", completou.

O palestrante Luiz Gabriel Costa Passos iniciou sua apresentação afirmando que o verificador rápido no cartório é responsável pelas falsificações grosseiras. Passos explicou também que os documentos de identidade não têm padrões nacionais, apenas a Carteira Nacional de Habilitação. Mencionou o projeto nacional para instaurar o RIC, documento que unificará os dados do cidadão, utilizando um sistema biométrico, diminuindo a possibilidade de fraudes.

Em seguida, Luiz Gabriel apresentou diversas informações sobre a estrutura dos documentos e formas de falsificação, com isso ensinava a todos como identificar algo que se mostra aparentemente normal. Passos destacou linhas, impressões e os brasões de cada Estado. Para ele são três tipos de falsificação: material, adulteração e montagem. A luz ultravioleta, de acordo com ele, já não serve mais para se ter certeza em relação à veracidade do documento, pois "os falsários têm acesso a essa tinta e imprimem com luminescência. Com a luz, se o documento ficar opaco, é falso, se ficar luminescente, pode ser falso ou verdadeiro", explicou.

O palestrante destacou a análise de documentos com a lupa, pela nitidez dos brasões que cada Estado tem e que devem estar nítidos. Destacou que, mesmo o brasão nítido, deve haver linhas verdes visíveis, ou seja, o fundo de segurança. "Nos impressos falsos, além do brasão borrado, pode haver pigmentos de outras cores, não só o verde escuro e verde claro das linhas. Elas - as linhas -, não só devem existir como devem estar ordenadas, finas e contínuas", explicou.

"O curso é ótimo, muito válido, pois abre aspectos técnicos sobre os documentos para os quais não tínhamos um amplo conhecimento", disse Franciane de Melo Castro, Oficiala de Registro Civil de Oriente. "Com estas informações, vamos poder prestar um serviço ainda mais seguro ao cidadão que busca os nossos serviços", completou.

Após listar as estruturas, Passos falou a todos que analisassem sempre as fotos - devendo ser em papel fino, brilhante e liso -, pois podem apresentar resquícios de corte ou cola. "Fotos de identidade, se estiverem em papel grosso e fosco, terão sido adulteradas, pois o papel fino e brilhante é mundialmente utilizado por retratar muito bem a pessoa", comentou o palestrante. Outro item mostrado como importante no momento de checar a veracidade da identidade são as perfurações no documento, contendo as siglas dos institutos de identificação.

Sobre a impressão digital, explicou as diferenças entre a tinta correta e a tinta de carimbo - utilizada pelos falsários para a impressão digital. "Muitas vezes o fraudador faz um ótimo impresso, mas erra no momento da digital, que sai borrada e facilmente identificável", analisa Luiz Gabriel. Em seguida passou para a breve análise do novo modelo nacional digitalizado, que não vem plastificado, para que se possa identificar o auto-relevo. "(Os falsários) raspam a fotografia e retiram também a assinatura, mas nela fica um fundo branco, que podemos identificar com a lupa", lembrou Passos.

CNH e assinaturas

Após um breve intervalo, Luiz Gabriel iniciou a apresentação sobre a análise da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e seus dispositivos de segurança. Lembrou que muitos preferem adulterar a CNH por conter três identificações em um só documento e detalhou como os falsários podem imitar o auto-relevo, "com uma agulha fazendo furos na parte de trás. Espalham pó de plástico, esquentando e em seguida a esfriam para imitar as saliências", explicou Luiz Gabriel.

"Este é um curso de muita importância, pois sempre traz novas atualizações para nós que lidamos diariamente com os documentos", disse Silvio Osmar Martins, Oficial de Registro Civil de Vera Cruz. "Neste curso, me chamou a atenção os detalhes que ele nos passou sobre os novos modelos da carteira nacional de habilitação", afirmou.

Um dos itens a ser notado para se checar a veracidade da CNH é a impressão das fotos. De acordo com o perito, é possível detectar a disposição dos pigmentos, que devem ser organizados na horizontal, na vertical, diagonal, ou formando uma rede. A forma desordenada indica falsificação. A consulta dos números de CPF e cadastro no Detran também devem coincidir, "fazendo uma consulta no site do Detran podemos ver se o CPF está cadastrado corretamente com aquele registro da CNH", ensinou.

Na CNH também consta o fundo de segurança, conforme ensinou Luiz Gabriel. "Quando o falsário raspa as informações, podemos notar a falta das linhas e do brasão. A impressão a jato de tinta também é notável com a lupa, pois as letras ficam trincadas, há vestígios de tinta que não há em impressão a laser".

Formas da escrita

Para explicar as formas rápidas de reconhecimento das assinaturas, Luiz Gabriel descreveu os modos de análise; forma, dinâmica, qualidades gerais e movimento. Mostrou a diferença entre assinaturas escritas com canetas e digitalizadas. "A caneta esferográfica deixa um sulco, que com os dedos vamos sentir. Se não há sulcos, terá sido uma impressão de assinatura digitalizada. Inclusive, a impressão deixa pigmentos em torno da escrita", afirmou Passos.

"Treinamentos como este só valorizam ainda mais a classe dos registradores civis, pois permitem a capacitação dos funcionários que trabalham no cartório e aumentam a segurança dos atos prestados ao publico usuário", disse Rafael Mercadante Júnior, Oficial de Registro Civil de Boracéia. "Foi um treinamento muito bom, que facilitará a análise dos documentos que forem apresentados no cartório", disse Jorge Carlos Carneiro, Oficial Substituto do mesmo cartório.

Foram apresentados casos de fraude em assinaturas e como identificá-los. Os presentes foram alertados pelo palestrante que em suas atividades não se deve nunca misturar amizade com as atividades profissionais. "A pessoa no cartório não será seu amigo, será um cliente solicitando um serviço e você deve seguir os procedimentos normalmente, sempre é necessário analisar o cartão". Em seguida enumerou as qualidades gerais da escrita e os movimentos específicos feitos por cada um, que o falsário não consegue imitar.

"Entre as diferenças nas assinaturas falsificadas para as verdadeiras existem os pontos anormais de parada e desvios no traço, típicos de quem está indeciso ou pensando para escrever", ensinou o perito. Ao fim, alertou a todos para que não criem assinaturas universais - definidas pelo palestrante como aquelas que "dizem tudo, mas não dizem nada", um rabisco que cabe para qualquer nome. Toda a assinatura deve conter um número mínimo de elementos gráficos e ser minimamente veloz para não facilitar a cópia.

"Sou de outra região do Estado, de Presidente Prudente, mas como não pude ir ao curso lá, vim até Bauru, pois sei da importância deste treinamento para quem lida com documentos diariamente como nós", explicou Renata Comunale Aleixo, Oficiala de Registro Civil de Regente Feijó. "Foi um curso muito bom, que trouxe aspectos teóricos e práticos e que vai auxiliar muito a prestação de um serviço com segurança e qualidade à população", finalizou.

Participaram do curso de Grafotécnica e Documentoscopia da Arpen-SP na Regional de Bauru os cartórios de Areiópolis, Avaí, 1° Subdistrito de Bauru, 2° Subdistrito de Bauru, Boracéia, Borebi, Domélia, Espírito Santo do Turvo, Extrema (MG), Gavião Peixoto, Guarantã, Jacuba, Lençóis Paulista, Lupércio, Marília, Novo Horizonte, Oriente, Paulistânia, Potunduva, Pratânia, Quintana, Regente Feijó, Reginópolis, Sabino, Santa Maria do Gurupá, Vera Cruz, Bocaina, Aparecida de São Manuel, Timburi, Borborema, 5° Tabelião de Notas de Ribeirão Preto e 3° Tabelião de Notas de Marília.


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