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História da Sede Regional
Originada a partir da doação de terras feita por seis famílias, para a construção da Paróquia de São Sebastião, a cidade de Ribeirão Preto já foi conhecida como Capital do Café , Capital da Cultura , Capital do Chope , e Califórnia Brasileira . Nascida, oficialmente, em 1856, após feita a legalização da doação à Igreja, a antiga clareira, banhada por dois córregos, logo se transformou em uma importante cidade, ligada ao país por ferrovias, telefonia e rodovias. Nas terras, que há um século os Bandeirantes estiveram de passagem, Ribeirão Preto ganhou impulso com a lavoura de café cultivada pelos imigrantes e fertilizada pela terra vermelha - rossa para os italianos e roxa para o linguajar caboclo. Situada no nordeste do Estado de São Paulo, a 313 km da capital, Ribeirão Preto está entre as regiões mais ricas do Estado de São Paulo. Além do elevado padrão de vida, apresentando (renda, consumo, longevidade), bons indicadores sociais (saúde, educação e saneamento), a região também se constitui em um dos principais centros universitários e de pesquisa do Estado, e do país, com destaque para as áreas médicas em Ribeirão Preto, engenharia em São Carlos, agronomia e veterinária em Jaboticabal, zootecnia e engenharia de alimentos em Pirassununga. O café, principal produto da região, deu a Ribeirão Preto riqueza, luxo e também poder político. Os coronéis e barões do café da primeira República usaram toda a sua influência para fazer de Washington Luís o Presidente da República, em 1926. Em 1916, fizeram eleger, também, Altino Arantes para o governo de São Paulo. A grande importância do café para a região também se expressa na notoriedade adquirida pelo empresário Francisco Cassoulet que acabou entrando para história da cidade, tendo criado o primeiro café-cantante : o El Dorado . O empresário contratava artistas, que eram recebidas com banda de música na estação ferroviária. Por esta época, Ribeirão Preto era chamada pelos visitantes da região de Petit Paris (pequena Paris). No entanto, os estoques de café formados pelas super safras acabaram provocando quedas nos preços. A maioria dos fazendeiros não resistiu à quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Muitos empobreceram, marcando, assim, o término do ciclo do café na região de Ribeirão Preto. Porém, imigrantes italianos do final do século passado e início deste compraram terras e incrementaram o cultivo da cana após a queda do café. Alguns descendentes comandam as usinas de açúcar e álcool até hoje. Existem, atualmente, 34 usinas na região e 11 destilarias, respondendo por 29 % da produção nacional, sendo a maior produtora mundial de açúcar e álcool. Ribeirão Preto entrou, efetivamente, na era industrial em 1911, com a instalação da Companhia Cervejaria Paulista na cidade, vendida posteriormente para a Companhia Antarctica Niger. Foi a Antarctica que construiu o Theatro Pedro II, em 1930, marco cultural da cidade. A instalação da Cervejaria Paulista trouxe uma nova atração para Ribeirão Preto, com a abertura de inúmeras choperias. Uma se tornou famosa, e ainda continua funcionando, o Ping¿im, ao lado do Theatro Pedro II, em frente à Praça XV, coração de Ribeirão Preto. Ponto de encontro para comemorações, o Ping¿im ainda é parada obrigatória para turistas e moradores. Ribeirão Preto apresentou um intenso crescimento populacional durante as décadas de setenta e oitenta que pode ser explicado pelo fato da cidade ter se mantido como um pólo de atração populacional, tendo sido uma das poucas regiões do Estado a ter apresentado um fluxo migratório positivo. No entanto, a taxa média de crescimento populacional se reduziu significantemente entre 1991 e 1996, ficando abaixo da taxa média de crescimento do Estado. Ainda assim a população, hoje, rechaça a fama de Califórnia Brasileira , por causa do volume de migrantes que foram atraídos pela cidade nessa época, seja para trabalhar com a cana-de-açúcar, seja para a construção civil. Atualmente o comércio, os serviços, uma rede de educação e de saúde de ótima qualidade, tecnologia em comunicações, entre outros, faze de Ribeirão Preto um pólo de atração para investimentos. A cidade é uma das principais praças bancárias do país, e exibe um índice invejável: o de ter renda per capta semelhante à de alguns países da Europa Mediterrânea e praticamente o dobro da média brasileira (US$ 5 mil).

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