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Curso de Grafotécnica em Franca mobiliza cartórios da região
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Primeiro curso promovido na regional, leva cartórios das regiões de Franca e Ribeirão Preto ao Tower Hotel para prestigiar evento promovido pela Arpen-SP

As regionais de Franca e Ribeirão Preto se uniram no último sábado (05.03) para promover na regional coordenada pelo diretor Wilian Furlani o primeiro evento da Arpen-SP na cidade francana, pólo calçadista do Estado de São Paulo. Oficiais, escreventes e auxiliares de ofícios da região acompanham o primeiro curso de Grafotécnica, promovido pela atual gestão, presidida por José Emygdio de Carvalho Filho, Oficial de Registro Civil do município de Indaiatuba.

"Considero bastante satisfatório a realização deste curso na regional de Franca por ter sido o primeiro evento da Arpen-SP realizado nesta regional e por ter propiciado aos Oficiais e funcionários dos cartórios da região uma oportunidade de atualização e maior conhecimento sobre a identificação de documentos que podem causar inúmeros problemas aos cartórios", ressaltou o presidente.

Com imenso sucesso e contando com a presença de 65 pessoas, o curso de Grafotécnica e Documentoscopia, ministrado pelos peritos Orlando Gonzales Garcia e Maria Regina Hellmeister G. Garcia, no auditório do Tower Franca Hotel ofereceu aos participantes subsídios técnicos para detectar falsificações e adulterações na atividade diária das unidades cartoriais.

Antes do início da palestra dos peritos contratados pela Arpen-SP, o presidente da Associação deu uma séria de recomendações aos presentes, enfatizando a importância da modernização dos cartórios, dos serviços oferecidos aos associados da Arpen-SP e do empenho da diretoria na discussão dos assuntos de interesse da classe, como o documento eletrônico.

O evento também propiciou uma homenagem da Associação ao diretor regional da região de Franca, Wilian Furlani, que no último mês de dezembro realizou visitas aos cartórios de sua regional, bem como auxiliou na organização do curso promovido pela Arpen-SP. "Agradeço a esta homenagem da Arpen-SP e quero dizer que estou sempre disponível para auxiliar no que for possível", afirmou o diretor, Oficial de Registro Civil do município de Batatais.

O curso

A Grafoténica, ramo da Documentoscopia que tem por objetivo o estudo e análise dos elementos constitutivos da escrita manual, com o intuito de individualizá-la, é uma das práticas mais exigidas no trabalho diário de auxiliares e escreventes dos cartórios extrajudiciais. Um bom treinamento e o conhecimento de algumas noções técnicas podem fazer com que muitas dores de cabeça sejam evitadas.

"Fundamos este curso há 14 anos, após um pedido do então Corregedor Geral da Justiça, Dr. Renato Gomes Corrêa, que desejava que passássemos aos funcionários dos cartórios algumas noções técnicas básicas, já que eles eram dotados de muita prática, mas pouco conhecimento técnico dos ramos das falsificações e adulterações", explica Orlando Gonzales Garcia.

O curso dura seis horas, mas Orlando explica que normalmente o horário é prolongado. "A técnica da Grafotécnica é muito detalhista e normalmente extrapolamos este período de seis horas, para que ninguém saia daqui com dúvidas ou com a sensação de que ficou faltando alguma coisa". Responsável por ministrar a primeira parte do curso, "muito teórica, mas extremamente necessária", o perito diz que as falsificações estão cada vez mais se aperfeiçoando. "Hoje quem faz a adulteração de documentos é um especialista, alguém que conhece o funcionamento de um cartório, as normas de trabalho e as técnicas de informática e digitalização cada vez mais estão se aperfeiçoando, por isso é mais do que necessário que as pessoas que trabalhem cartórios estejam cada vez mais atentas".

Perita Criminal da Secção de Documentoscópia de Departamento de Polícia Científica do Estado de São Paulo, Maria Regina Hellmeister G. Garcia é a responsável pela segunda parte do curso, na qual são apresentadas casos reais de falsificação, fazendo com que os participantes treinem na prática a teoria aprendida na primeira metade do curso. "Nesta parte do curso estimulamos o pessoal a opinar sobre documentos que foram alvos de contestações judiciais. São casos reais, onde normalmente o detalhe faz a diferença e o conhecimento da técnica passa a ser crucial", explica.

Com a experiência de 14 anos ministrando aulas para a Arpen-SP, o Colégio Notarial e outras entidades, Maria Regina afirma que hoje os casos de falsificações nos cartórios do Estado de São Paulo são bem menores do que na época em que o curso foi idealizado. "Antes comentava com o Orlando que a cada dia uma fraude era cometida nos cartórios de São Paulo. Hoje já não é mais assim, mas as pessoas precisam ter em mente que os criminosos especialistas estão sempre se aprimorando".

A parte final do curso, mas não menos importante, é destinada à apreciação de documentos de identificação. Aqui, os peritos explicam quais os cuidados que os funcionários devem tomar na hora de aceitarem documentos como a carteira de identidade, CNH, carteira de identidade de estrangeiro, passaporte ou identidades profissionais. "Apesar de ser a última parte do curso, pode-se dizer que é uma das mais importantes. Quando o falsário consegue que seu documento seja aceito como original e abre um cartão de firma, as portas do cartório se abrem para qualquer tipo de fraude", finaliza Maria Regina.

A diretoria da Associação agradece imensamente ao trabalho do diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, do Oficial Substituto do 3º Subdistrito de Ribeirão Preto, Fernando Rodini, e dos Oficiais Manoel dos Santos Martins Filho e Maria Salete Gomes Teixeira, sem os quais tornaria-se inviável a promoção e o pleno sucesso do curso realizado na regional de Franca.


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