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História da Sede Regional
Parte significativa da história do Estado de São Paulo, a cidade de Araraquara possui os primeiros registros históricos que datam a partir de 1724, quando as autoridades da capitania paulista tentavam encontrar um caminho terrestre alternativo para chegar às minas de ouro de Cuiabá. Duas correntes históricas contam como nasceu a cidade, que é hoje a maior exportadora de suco do Brasil. Segundo uma das interpretações, o fluminense Pedro José Neto, fundador da cidade, depois de se apossar de terras da região teria as negociado para exploradores em troca de sua liberdade - José Neto esbofeteara um protegido do capitão Mor da Vila de Itu por causa de uma disputa política. Sob a alegação de ter prestado serviços relevantes em prol da devastação do sertão, Pedro José Neto conseguiu o perdão do Estado e pôde legalizar suas propriedades, dando origem àquela que seria, posteriormente, a Vila de Araraquara. Outra versão, não tão pitoresca, é relatada pelo escritor Alberto Lemos, afirmando que Pedro José Neto veio de Minas Gerais, em 1807, se embrenhou nas matas onde hoje é São Carlos, e depois de percorrê-las por muito tempo, fixou-se em Araraquara. De qualquer forma, a cidade localizada na região central do Estado de São Paulo, à 270 km da cidade, presenciou em suas terras as duas culturas econômicas mais marcantes no passado do Brasil: a cana-de-açúcar e o café. Hoje, responsável por 96% da produção brasileira de suco de laranja, e que acolhe em suas terras uma das maiores exportadoras do mundo em sucos cítricos, a cidade, ainda hoje, tem a produção de cana-de-açúcar como um dos principais produtos agrícolas da região. Mas aquele que foi o culpado pela grande modernização por que passou a cidade foi, de fato, o café. A cafeicultura acabou desencadeando um vertiginoso processo de concentração e valorização da terra, exigência constante de oferta de mão-de-obra agravada com a decadência do trabalho escravo. A vinda dos trabalhadores europeus, acentuada pela construção da estrada de ferro, marcaria definitivamente a vida sócio-cultural de Araraquara, legado que persiste na atualidade representado na culinária, no modo de falar, no sobrenome das famílias, festejos e nas atividades econômicas. Assim, no início do século passado, algumas fábricas já se encontravam instaladas em Araraquara, a maioria delas pertencendo a estrangeiros, principalmente italianos. Os estabelecimentos tinham caráter doméstico, empregando pequeno número de trabalhadores, em geral pessoas da própria família. Nesse cenário foi instalada a tradicional fábrica de meias Lupo. As atividades culturais, bastante diversificadas para a época, abrangiam a organização de grupos teatrais e musicais, ligados às comunidades de imigrantes (italianos e espanhóis), ao mesmo tempo que se apresentavam na cidade companhias profissionais de teatro e ópera. Esse interesse pelo mundo do espetáculo chega ao auge no início do século XX com a construção do Cine Teatro Polytheama (1912) e do Teatro Municipal (1914). Faz parte, ainda, dessa época, a construção da Escola de Farmácia e Odontologia, instituição de ensino superior que, atualmente, integra a Unesp - Universidade Estadual Paulista. A sintonia com as idéias políticas da Europa expressava-se na criação do Grupo Socialista Avenire, fundado em 1901, por imigrantes italianos. Contudo, no campo político, a cena ainda era dominada pelo poder dos coronéis, cuja força perdurou até a Revolução de 1930.Transcorrida a crise do café de 1929, e a perda de poder por parte dos coronéis, Araraquara firma-se, a partir de 1960, como um dos principais núcleos nacionais da agroindústria sucroalcooleira e citrícola.

Além disso, conta com um parque industrial em ascensão, merecendo destaque os setores de mecânica, metalurgia, têxtil, alimentício, bebida e implementos agrícolas. Hoje com uma população de 182 mil habitantes, Araraquara é conhecida como Morada do Sol (do tupi ara , que significa claridade, luz do dia e quara , toca, buraco, morada). Considerada uma das cidades mais arborizadas do país, com 34,2 m2 de área verde por habitante, já teve em seu berço, intelectuais como Ignácio de Loyola Brandão (escritor) e o inventivo diretor teatral, José Celso Martinez Correia.

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