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25 de Outubro de 2006

Artigo - A evolução dos sites

Quando Tim Berners-Lee criou a "World Wide Web" comparou sua idéia a uma teia (web em inglês) de aranha. Ou seja, uma estrutura onde todos os pontos estão interligados através de um núcleo central, mas também entre si por linhas cruzadas. Realmente, esta é a melhor representação mental que podemos fazer, para entender o seu funcionamento.

Cada ponto desta rede representa um local (site em inglês). - A propósito, no inglês a tradução de sítio é "small farm", por isso não se sabe de quem foi à idéia de "abrasileirar" para "sítio" a tradução de site. Só o português de Portugal é quem entende "sítio" como local. Comenta-se que houve um daqueles surtos de nacionalismo na burocracia governamental para "formalizar" melhor essa "coisa".- Melhor fariam se tivessem traduzido logo para "saite" como Érico Veríssimo.

E já que estamos falando no assunto, ao menos neste caso, levamos vantagem em usar o inglês, porque nos países que usam esta língua, se faz necessário usar o qualificativo Web (web site), para diferenciá-lo do uso comum da palavra site em inglês. Enquanto que nós podemos e devemos usar simplesmente site.
Esclarecidas as minúcias lingüísticas e constatando mais uma vez que, traduções ao português da linguagem da informática são inóspitas. Vale a pena acompanhar a evolução no conceito dos ditos cujos, que têm hoje uma característica muito diferente de quando surgiram.

Antigamente, os sites eram compostos de documentos eletrônicos, que continham informações básicas sobre empresas e pessoas. Eram construídos sob o conceito estático, com a finalidade de serem lidos apenas, tal qual anúncios em jornal. Havia um início e fim, podia-se facilmente identificar seu proprietário e sua finalidade. Hoje a evolução é tal, que em muitos casos, as conexões, extensões e serviços são tantos, que não se sabe afirmar em que "ponto" estamos na teia.

Entra-se no site da agência de turismo, que por sua vez nos conduz a outro da companhia aérea, do hotel, da locadora de automóveis e assim por diante. Nestes casos, são sites de serviços que simplesmente acabaram com bilhões de documentos em papel, como; passagens aéreas, certidões, mandatos judiciais de penhora de contas correntes, cheques, notas fiscais, etc.

E têm outros, que servem apenas para armazenar documentos eletrônicos, ou para bate papos, blogs, diretórios, que são de conteúdos variados como Yahoo e Google, com notícias, vendas e serviços, etc. O conceito é interação, qualquer um indica endereços que agregam informações e serviços, tornando-se um poderoso instrumento de publicidade.

A maior revolução deu-se pelos serviços de buscas, que referenciam ou redirecionam por assunto. Estes sites de buscas possuem poderosos softwares, que se mantém 24 horas por dia procurando e indexando palavras pela Web. E aí pela quantidade de apontamentos de outros sites, aquele será ranqueado no "grid" dos buscadores.

Os sites, portanto, acabaram virando portais interativos que são uma extensão das atividades econômicas das corporações e pessoas. Atendem, desde fornecedores, parceiros, até o departamento pessoal na seleção de currículos. A formação de um bom portal é uma tarefa complicada, demandando um razoável tempo, muito planejamento e estratégia.

Manter uma boa interface com o universo da internet, significa, acima de tudo, manter-se no mercado. Ou seja: sobreviver e resistir, na irreversível Era da Informação.

Autor: Angelo Vopi é tabelião de notas.