Boletim Classificador

Acesse

Boletim Eletrônico

Cadastre-se
Busca

Clipping – Estadão - Merkel muda de posição e abre possibilidade de casamento gay ser legalizado na Alemanha

Publicado em: 28/06/2017

Em entrevista à revista feminina 'Brigitte', a mais vendida do país, chanceler alemã se mostrou pela primeira vez disposta a permitir que os deputados de seu partido votem de acordo com a 'própria consciência' sobre o assunto

BERLIM - A chanceler alemã, Angela Merkel, mudou sua posição e deixou em aberto a possibilidade o casamento gay ser legalizado no país diante da forte pressão social e política e a poucos meses das eleições legislativas, marcadas para 24 de setembro.

Em uma entrevista à revista feminina "Brigitte", a mais vendida do país, Merkel se mostrou pela primeira vez disposta a permitir que os deputados de seu partido conservador votem de acordo com a “própria consciência” sobre a questão do matrimônio homossexual.

“Desejo orientar as discussões (sobre o tema) em uma direção que tenha a ver com a decisão de consciência ao invés de querer impor o que quer que seja”, disse a chanceler durante a entrevista realizada ao vivo, na segunda-feira, em um teatro de Berlim. Em 2013, Merkel havia se oposto ao casamento gay em razão de seu temor pelo “bem-estar das crianças” nas famílias alemãs. Agora, sua mudança de opinião abre caminho para uma possível legalização já que alguns deputados de seu partido, a União Democrática Cristã (CDU), são defensores do casamento gay e seus votos se somariam aos dos demais partidos representados no Parlamento alemão que defendem o casamento gay.

O Partido Social-Democrata da Alemanha (SDP), cujo líder Martin Schulz é o principal rival de Merkel na votação legislativa, aproveitou a declaração da chanceler para pedir que o Legislativo vote o quanto antes uma lei sobre o tema e disse que pode inscrever o assunto na ordem do dia ainda nesta semana.

A ideia é aproveitar a votação para encurralar o CDU e tentar recuperar terreno na campanha eleitoral, cujas pesquisas mais recentes apontam para uma ampla vitória do partido governista. Muitos membros do CDU, no entanto, veem com bons olhos que a votação seja realizada rapidamente. Stefan Kaufmann, por exemplo, chamou a declaração de Merkel sobre o casamento gay de “palavras libertadoras”.
O tema, no entanto, ainda deve causar bastante pressão sobre a chanceler, especialmente da ala mais conservadora de seu partido e de seu aliado, a União Social-Cristã na Baviera (CSU), muito mais tradicionalista e contrária  ao casamento gay.

De acordo com a imprensa alemã, no entanto, Merkel e o líder da CSU, Horst Seehofer, já discutiram o assunto na semana passada e chegaram a um acordo antes  da apresentação, na segunda-feira, da plataforma comum dos dois partidos.

Motivos políticos. A mudança de opinião da chanceler alemã teria sido motivada, principalmente, por questões políticas: a maioria dos partidos na Alemanha transformou o casamento gay em um tema-chave de suas campanhas.

O SPD e Partido Democrático Liberal (FDP, na sigla em alemão) - de centro-direita -, os dois que têm mais chance de governar junto dos conservadores colocaram esta questão como indispensável para formar uma coalizão com Merkel.

A Alemanha é um dos poucos países ocidentais que ainda não legalizou o casamento gay - a capital Berlim, porém, adotou em 2001 uma lei que permite a união civil e iguala os direitos aos dos casais heterossexuais, exceto em assuntos fiscais.

Uma pesquisa feita no ano passado pela Agência Federal Antidiscriminação da Alemanha apontou que 83% dos cidadãos do país são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e 95% acreditam ser bom que gays e lésbicas sejam legalmente protegidos contra a discriminação. A mesma pesquisa também indicou que 20% dos alemães consideram, no entanto, que a homossexualidade não é algo “natural”. / AFP e FOREIGN POLICY

Fonte: Estadão
Deixe seu comentário
 
 
328209

Código de Conduta da Arpen-SP


  1. O site da Arpen-SP incentiva o debate responsável. Está aberta a todo tipo de opinião. Mas não aceita ofensas.
    Serão deletados comentários contendo:
    • - Insulto
    • - Difamação
    • - Manifestações de ódio e preconceito
  2. É um espaço para a troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua.
    Não serão tolerados:
    • - Ataques pessoais
    • - Ameaças
    • - Exposição da privacidade alheia
    • - Perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento
  3. Por questões de segurança, não serão aceitos comentários contendo comandos, tags ou hiperlinks.
    Se desejar indicar algum site, digite o endereço textualmente.
    Por exemplo: http://www.arpensp.org.br
  4. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado: informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos.
  5. O site defende discussões transparentes. Não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza.
  6. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
  7. Ao critério da administração do site, serão bloqueados participantes que não respeitarem este conjunto de regras.

Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo
Praça João Mendes, 52 - conj. 1102 - 11º andar - Centro - São Paulo - SP - CEP 01501-000
Fone: (55 11) 3293-1535 - Fax: (55 11) 3293-1539
E-mail: arpensp@arpensp.org.br

Nº de Visitas: 150.352.156
Copyright © Assessoria de Comunicação da Arpen-SP

Editais de Citação

LEIA MAIS