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17 de Fevereiro de 2011

Cresce produção acadêmica sobre ICP-Brasil

Anualmente, apenas na área de tecnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em média, 6 alunos focam seus mestrados e doutorados desenvolvendo pesquisas sobre os vários aspectos da certificação digital. O professor supervisor do Laboratório de Segurança em Computação (Labsec) e membro do Comitê Gestor da ICP-Brasil, Ricardo Felipe Custódio, analisa que o número é significativo e em grande parte é fruto de uma parceria que a UFSC mantém com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), iniciada em 2004.

O professor analisa que essa iniciativa funcionou como "alavanca para a produção acadêmica, não só da área de tecnologia, mas também da área jurídica que analisa a ICP-Brasil do ponto de vista legal".

O presidente do ITI, Renato Martini, concorda com o professor e acrescenta que essa foi exatamente uma das questões que levou o ITI a se aproximar da academia. "É importante o surgimento dessa massa crítica que possibilita tanto a atualização tecnológica como o aperfeiçoamento da ICP-Brasil como um todo".

Os trabalhos, que foram apresentados nos último anos, estão disponíveis no site do LabSEC. Alguns dos estudos disponíveis são: "Formulários Eletrônicos Seguros", "Aspectos Técnicos e Teóricos da Gestão do Ciclo de Vida de Chaves Criptográficas no OpenHSM" e "Assinatura digital de documentos eletrônicos na ICP-BRASIL", entre outros.

Histórico

Desde de 2004, o ITI mantem convênio com a UFSC. Um dos primeiros projetos desenvolvidos em conjunto foi o elaboração do projeto João de Barro que visava criar um módulo criptográfico - software e hardware - para a emissão das chaves públicas e privadas da AC-Raiz. Outra iniciativa foi a plataforma criptográfica para as Autoridades Certificadoras (AC) intermediárias e o aperfeiçoamento do padrão brasileiro de assinatura digital, entre outros.

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