Notícias
CNJ articula ações com a advocacia para acelerar desjudicialização e simplificar acesso à Justiça
O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sediou uma reunião, na quarta-feira (10/6),
para debater os principais entraves à expansão da desjudicialização no Brasil e
traçar mecanismos que ampliem o acesso da população a soluções extrajudiciais
mais céleres. Os conselheiros Marcello Terto e Rodrigo Badaró receberam
representantes da advocacia de todas as regiões do país com o objetivo de
alinhar medidas que desafoguem o Poder Judiciário e garantam maior eficiência
ao cidadão.
O
encontro reforçou o papel do CNJ na condução e no fortalecimento de políticas
públicas voltadas à redução de litígios desnecessários. Durante o diálogo, o
Conselho acolheu uma série de propostas técnicas elaboradas pela Comissão
Nacional de Direito Notarial e Registral do Conselho Federal da OAB (CFOAB),
liderada por Ian Cavalcante, além de contribuições de comissões estaduais e do
Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim).
Ao
centralizar o debate na melhoria dos serviços do ecossistema de justiça, os
conselheiros do CNJ avaliaram sugestões focadas no aprimoramento normativo de
procedimentos que tramitam nas serventias extrajudiciais (cartórios), buscando
conferir maior segurança jurídica para notários, registradores, advogados e
jurisdicionados.
Transparência
Entre
as principais demandas direcionadas ao Conselho, destacou-se a necessidade de
conferir maior transparência e capilaridade à própria jurisprudência do CNJ. Os
participantes enfatizaram a urgência no aprimoramento do sistema InfoJuris,
plataforma fundamental para a consulta e a uniformização de entendimentos da
Corte.
Também
estiveram na pauta do órgão a padronização de procedimentos complexos em âmbito
nacional, como a usucapião extrajudicial e a Regularização Fundiária Urbana
(Reurb), além do aperfeiçoamento dos mecanismos de suscitação de dúvida. A meta
do CNJ é identificar e sanar gargalos crônicos que ainda geram a judicialização
de demandas passíveis de solução consensual ou administrativa.
Articulação
O
CNJ atuará na articulação de uma agenda conjunta com o Fórum Nacional Fundiário
das Corregedorias-Gerais da Justiça, presidido pelo desembargador Anderson
Máximo de Holanda (TJGO). O movimento liderado pelos conselheiros busca
aproximar os tribunais da advocacia especializada para acelerar a política
pública de regularização fundiária nos estados.
As
contribuições recebidas pelo gabinete dos conselheiros servirão de subsídio
direto para a formulação de novos atos normativos e resoluções que serão
encaminhados às instâncias competentes do CNJ, consolidando a via extrajudicial
como um pilar moderno e seguro de acesso à Justiça.
Fonte:
CNJ