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Comitê Nacional prioriza fortalecimento do Registro Civil para ampliar acesso à cidadania em 2026
Entre as metas do colegiado, estão a revisão de normas
para dar agilidade ao sistema e a análise de um Projeto de Lei que garanta
estabilidade às políticas de documentação básica
Comitê Gestor Nacional do Compromisso pela Erradicação do
Sub-registro Civil de Nascimento e Ampliação da Documentação Básica (CGN)
realizou, nessa segunda-feira (3), sua 1ª Reunião Ordinária de 2026. O encontro
marcou o início oficial das atividades do colegiado neste ano e teve como
objetivo promover o alinhamento estratégico das ações, discutir recomendações
do Tribunal de Contas da União (TCU) e pactuar o calendário anual de reuniões.
Sob coordenação do Ministério dos Direitos Humanos e da
Cidadania (MDHC), por meio da Coordenação-Geral de Promoção do Registro Civil
de Nascimento da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos
(SNDH), a reunião também contou com informes institucionais sobre iniciativas
da pasta atuam na redução do sub-registro, especialmente entre populações em
situação de maior vulnerabilidade.
Para a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos
Humanos do MDHC, Élida Lauris, as ações apresentadas refletem o compromisso do
Estado brasileiro com a garantia de direitos básicos. “O Programa Erradica 65 e
o Projeto Raízes da Cidadania representam ações estruturantes do MDHC para
garantir o direito ao registro civil e fortalecer o acesso pleno à cidadania em
todo o país”, destacou.
Encaminhamentos
Um dos principais pontos da reunião foi a modernização das
regras que sustentam as políticas de registro civil no Brasil. O Comitê
deliberou pela revisão da minuta do decreto que institui a Política Nacional do
Registro Civil e o próprio colegiado para solucionar questões de governança,
atendendo a recomendações do TCU.
Atualmente, a estrutura conta com 24 representações, entre
ministérios e entidades. A mudança prevê otimização para um núcleo executivo
mais ágil e com responsabilidades mais bem definidas.
Além da revisão do decreto, o colegiado iniciou a análise
técnica sobre a viabilidade de elevar a Política Nacional ao status de Lei. A
sugestão, também alinhada às orientações do TCU, busca conferir maior
estabilidade institucional e segurança jurídica à pauta, fundamentada no Artigo
5º da Constituição Federal, que estabelece a gratuidade e o acesso ao registro
de nascimento como direitos fundamentais.
Também foi definido o cronograma de reuniões ordinárias para
2026, com agendas em maio, agosto e novembro, e uma extraordinária já convocada
para o dia 3 de março a fim de consolidar o plano de ação e as diretrizes de
metas e indicadores que nortearão o trabalho do Comitê ao longo do ano.
Reforçando o compromisso com a transparência pública, o
Comitê anunciou que todas as atas das reuniões, tanto do CGN quanto do Comitê
Gestor do Sistema de Informação de Registro Civil (CGSIRC), passarão a ser
publicadas regularmente no portal oficial do MDHC, permitindo o acompanhamento
social das discussões, encaminhamentos e decisões pactuadas.
Sobre o Comitê
O Governo do Brasil, por meio do MDHC, tem trabalhado na
mobilização dos estados e municípios brasileiros para combater o problema do
sub-registro civil de nascimento.
O "Compromisso Nacional pela Erradicação do
Sub-registro Civil de Nascimento e Acesso à Documentação Básica" é
amparado pelo Decreto nº 10.063, de 14 de outubro de 2019, ao qual poderão
aderir estados e municípios. O texto prevê que a adesão dos entes federativos
implica na responsabilidade de realizar ações articuladas e integradas
destinadas a erradicar o sub-registro civil de nascimento, e que a União poderá
prestar apoio aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios por meio de
assistência técnica ou financeira, para a implementação das ações.
O Decreto institui, também, a Semana Nacional de Mobilização
para o Registro Civil de Nascimento e a Documentação Civil para o
desenvolvimento de ações conjuntas com o objetivo de orientar e universalizar o
acesso da população à documentação civil básica.
Os entes federativos são continuamente convidados a aderirem
ao Compromisso Nacional pela Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e
Ampliação do Acesso à Documentação Básica e, em seguida, orientados a implantar
as chamadas Unidades Interligadas de Registro Civil (UIs) nas maternidades.
Fonte: Gov.br