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Direito Digital e os impactos no Direito das Famílias e Sucessões são destaque da 84ª edição da Revista Informativa do IBDFAM
O Direito Digital é o
tema da 84ª edição da Revista
Informativa do IBDFAM, exclusiva para
associados ao Instituto Brasileiro de Direito das Famílias e Sucessões – IBDFAM
e já disponível on-line.
A publicação mostra que a
tecnologia transformou as relações familiares e impôs novos desafios ao
Direito, que passou a incorporar conflitos digitais às áreas de Famílias e
Sucessões, exigindo constante atualização dos profissionais diante de temas
como provas digitais, redes sociais, privacidade, herança digital e novas
legislações.
A edição traz entrevista
exclusiva com o professor e delegado da Polícia Federal, Bruno Zampier,
que analisa os impactos do mundo “onlife”, no qual as fronteiras entre
o on-line e o off-line praticamente deixaram de
existir, o que repercute diretamente nas relações familiares e na atuação do
Direito. O especialista aponta a existência de três eixos no Direito Digital
das Famílias: relações mediadas por tecnologia, proteção de dados e patrimônio
digital. Ele comenta avanços legislativos, como o ECA Digital, e alerta para os
desafios éticos da inteligência artificial.
A matéria de capa revela
como a hiperconectividade tem levado para dentro dos lares conflitos inéditos
na era digital. A advogada e professora Patrícia Corrêa Sanches,
presidente da Comissão Nacional de Tecnologia do IBDFAM, observa que as
controvérsias mais recorrentes surgem da expansão do ambiente virtual para a
intimidade familiar, redefinindo limites entre público e privado.
Na mesma linha, o
advogado e professor Marcos Ehrhardt Jr., vice-presidente da
Comissão, aponta como eixo central do debate a intensa digitalização da vida
privada e a preocupante defasagem entre a velocidade das inovações tecnológicas
e a capacidade de adaptação do sistema jurídico.
Já o advogado Gabriel
Honorato, presidente do IBDFAM na Paraíba, destaca que as novas tecnologias
têm potencializado uma variedade de conflitos jurídicos, alcançando de forma
direta as relações familiares e exigindo respostas cada vez mais especializadas
do Direito.
A edição também analisa
como a crescente exposição de crianças e adolescentes à internet potencializa
riscos e impõe às famílias o desafio de fortalecer a proteção, especialmente
diante de práticas como o sharenting e o cyberbullying.
A questão é discutida pela advogada Jamille Saraty Malveira Graim,
presidente do IBDFAM-PA.
A revista também traz uma
matéria sobre as limitações e os cuidados para obtenção de provas digitais,
como prints e áudios. Segundo o professor José Roberto Moreira Filho,
vice-presidente do IBDFAM-MG, o Superior Tribunal de Justiça – STJ já reconhece
a validade de prints e áudios de aplicativos como o WhatsApp. A advogada Maria
Goreth Valadares, presidente do IBDFAM-MG, destaca que essas provas estão
presentes na maioria das ações judiciais.
Outro destaque é o
impacto da tecnologia no Direito das Sucessões, especialmente nos debates sobre
herança digital, que envolvem bens, dados e memórias, já que a morte não
encerra a presença on-line nem as controvérsias sobre os limites de uso dessas
informações. O tema é analisado pela advogada e professora Cíntia
Burille, membro do IBDFAM.
Fonte: IBDFAM