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STF abre o Ano Judiciário de 2026 e apresenta agenda de ações alinhadas a temas centrais do Direito das Famílias e Sucessões
O presidente do Supremo Tribunal Federal – STF e do Conselho
Nacional de Justiça – CNJ, ministro Edson Fachin, deu abertura ao Ano
Judiciário de 2026, em sessão solene realizada na segunda-feira (2). Na
ocasião, foi apresentada a agenda de ações planejadas para este ano, com
matérias que dialogam com temas centrais do Direito das Famílias e Sucessões,
como a proteção de direitos fundamentais, o enfrentamento da violência
doméstica e familiar, a humanização da Justiça e o fortalecimento institucional
do Judiciário.
Ao discursar, Fachin, que é cofundador do Instituto
Brasileiro de Direito das Famílias e Sucessões – IBDFAM, ressaltou que o STF,
ao longo das últimas décadas, exerceu protagonismo em questões estruturantes da
sociedade brasileira, muitas delas com impacto direto nas relações familiares,
como identidade de gênero, proteção de grupos vulnerabilizados, direitos
fundamentais, políticas públicas e garantias processuais. Segundo o ministro, o
momento atual exige calibrar esse protagonismo e fortalecer a construção
institucional de longo prazo e a cooperação entre os Poderes.
Ao tratar das ações práticas previstas para 2026, o
presidente da Corte destacou como prioridade o enfrentamento da violência
contra a mulher, pauta central para o Direito das Famílias. Entre as metas
anunciadas estão a redução do prazo de análise das Medidas Protetivas de
Urgência para até 48 horas e o estímulo à implementação da Medida Protetiva de
Urgência Eletrônica, com o objetivo de ampliar a efetividade da proteção, da
prevenção e da responsabilização.
Fachin também mencionou iniciativas voltadas à modernização
e à humanização dos processos eletrônicos, medidas que impactam diretamente o
acesso à Justiça em demandas familiares e sucessórias, além da realização de
mutirões para julgamento de processos do tribunal do júri e de temática racial,
ao reafirmar o compromisso do Judiciário com a equidade e a redução de
desigualdades históricas.
Código de Ética
No plano institucional, o ministro anunciou que a ministra
Cármen Lúcia será a relatora da proposta de um Código de Ética do STF, apontado
como prioridade de sua gestão. Para Fachin, o instrumento é essencial para
ampliar a transparência, a responsabilidade institucional e a confiança
pública.
O presidente do STF defendeu a liberdade de imprensa e de
expressão como pilares do debate público democrático e ressaltou que a crítica
republicana não representa ameaça às instituições. Também destacou o papel do
Judiciário como guardião da Constituição e apontou a necessidade de ampliar a
capacidade do sistema político-institucional de processar as demandas sociais
ao evitar a sobrecarga do Judiciário quando houver espaço para soluções
institucionais mais amplas.
Fachin ressaltou, ainda, a existência de uma dívida
histórica com os grupos excluídos e afirmou que a melhoria institucional do
país passa pelo fortalecimento dos valores republicanos, pela integridade da
magistratura e pela fidelidade à Constituição. Em ano eleitoral, defendeu a
equidistância do Judiciário em relação a posições políticas e elogiou a atuação
da ministra Cármen Lúcia à frente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE.
Ao declarar oficialmente aberto o Ano Judiciário de 2026, o
ministro conclamou magistrados e servidores à integridade, à independência e ao
compromisso com a Constituição. “Enquanto a magistratura brasileira permanecer
íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé, com plena legitimidade”,
afirmou.
Fonte: Ibdfam